Governo

Comissão aprova seguro-desemprego a trabalhadores cadastrados como microempresários

*Lucas Vergilio deixou claro no texto que para receber o auxílio o empresário deve comprovar que a empresa está inativa ou não obteve faturamento no ano anterior

O benefício é parte de uma rede de proteção para quem não tem renda. Isso inclui todos os trabalhadores que ficaram desempregados, mesmo que eles estejam cadastrados no CNPJ ou inscritos em Conselho Profissional.

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou proposta que altera a lei que regula o Programa do Seguro-Desemprego (Lei 7.998/90) para autorizar a concessão do benefício a trabalhadores cadastrados como Microempreendor Individual (MEI).

A versão aprovada é um substitutivo ao Projeto de Lei 3568/15, de autoria do deputado Lincoln Portela (PR-MG).

Hoje, ao optar por se cadastrar como pessoa jurídica, o trabalhador desempregado tem o pagamento do seguro-desemprego suspenso, sob a alegação de já usufruir renda como empresário.

O relator da matéria, deputado Lucas Vergilio (SD-GO), manteve o conteúdo do texto original, mas sugeriu que a previsão do benefício aos microempresários ocorresse em outro artigo da lei que também trata da concessão do seguro-desemprego.

Lucas Vergilio também deixou claro no texto que para receber o auxílio o empresário deve comprovar que a empresa está inativa ou não obteve faturamento no ano anterior.

O mesmo é valido para os trabalhadores cadastrados em conselhos de fiscalização profissional, que devem comprovar que não receberam renda decorrente da atividade profissional. “O benefício é parte de uma rede de proteção para quem não tem renda. Isso inclui todos os trabalhadores que ficaram desempregados, mesmo que eles estejam cadastrados no CNPJ ou inscritos em Conselho Profissional”, reforçou o relator.

Tramitação
A proposta ainda será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

ÍNTEGRA DA PROPOSTA:
PL-3568/2015

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Regina Céli Assumpção

Fonte: Câmara dos Deputados

Sobre o autor

Wagner Marcelo

Atuo profissionalmente como arquiteto de inovação, gerando e fomentando ecossistemas empreendedores e tecnológicos, hoje somados são mais de 400 mil pessoas ligadas a nossa rede.
Tenho como missão o desenvolvimento de negócios disruptivos.

1 comentário

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  • Sou e fui empresário de várias empresas, penso que de partida, encarar a “profissão” de empresário com o de empregado já é um desvio de conceito, ou seja, um bom empresário escolheu o risco. Ele quer uma legislação que permite concorrência (em tese), condições iguais de competitividade, liberdade para empreender. Nenhuma proteção é grátis, vai custar no frigir dos ovos em carga tributária. Isso mata o empresário. Planejamento é o seu seguro-desemprego.